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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sobre o amor

"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real,
exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo,
quando encontramos alguém
que nos transforme no melhor que podemos ser!"
(Mario Quintana)



Ahhhh...estou há tanto tempo sem ser "presenteada" por esse sentimento chamado amor.


Não me refiro àquele amor fraterno que sinto por meus irmãos e amigos, ou o amor que sinto pela minha mãe, pelo espírito de meu pai e por outras pessoas que me são especiais. Esse eu sinto todos os dias, todas as horas.


Também não estou me referindo ao amor incondicional, que sinto pela natureza humana, ou o amor que faz com que eu me dedique, cada dia da minha vida, a me tornar uma pessoa melhor, uma professora melhor, uma amiga melhor... Esse eu também sinto (ou tento sentir) e exercito todos os dias.



Estou me referindo àquele outro tipo de amor, que faz com que a respiração fique acelerada...as pernas bambas e uma vontade doida de ver "aquela" pessoa em especial...só para na hora exata do encontro, não ter, ou não conseguir, nada para dizer.

Sei lá estou devaneando... mas, assim mesmo, é bom saber que dentro do meu peito ainda bate um coraçãozinho capaz de apaixonar-se por alguém e não apenas por assuntos ou temas de estudos. Mas, onde está A pessoa?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Felicidade Realista

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor?
Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
(Mario Quintana)